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Fecomércio envia pedido ao governador para que reavalie medida de paralisação de atividades econômicas a partir de sábado

Entidade reitera que funcionamento do comércio não é responsável por agravamento do quadro da Covid-19 no RS
26/02/2021 Moglia Comunicação Empresarial – Foto: Divulgação

A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul enviou, nesta sexta-feira, dia 26 de fevereiro de 2021, ofício ao governador Eduardo Leite para manifestar preocupação em relação ao agravamento da pandemia e às medidas previstas para o próximo sábado, dia 27, que incluem a paralisação de boa parte da atividade econômica no Estado.

A Fecomércio-RS solicita a revisão de protocolos da bandeira preta para que reflitam o aprendizado de 11 meses de combate à Covid-19, centrando em ações que sejam efetivamente capazes de desacelerar a disseminação da doença.

“Desde o início da pandemia, o setor de comércio e serviços vem implementando protocolos rígidos para evitar aglomerações, higienizar espaços e promover o uso de máscaras e o distanciamento, colaborando para conscientizar a população sobre novos hábitos a serem adotados. Com isso, foi possível, durante meses, evitar picos da doença e manter a ocupação hospitalar sob controle, evidenciando que é viável manter a atividade econômica de praticamente todos os setores com segurança”, avalia o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

O recente crescimento no número de casos coincide com comportamentos de risco adotados fora destes ambientes, com aglomerações, principalmente do público jovem, observadas em espaços públicos e ambientes residenciais durante o verão.

A medida de fechamento de todo o comércio não essencial, portanto, não atinge o foco do problema e ainda coloca em risco o emprego e a renda de milhões de pessoas e ameaça a existência de empresas que já não possuem mais reservas para se manter.

Para evitar o agravamento da crise social e econômica, que compromete a saúde e o bem-estar da população, a Fecomércio-RS solicita ao governador que avalie a possibilidade de abertura do comércio na bandeira preta, mesmo que sob restrições de horário de funcionamento e de ocupação, apoia as medidas de combate às aglomerações e intensifica o esforço de conscientização a respeito de comportamentos que podem, de fato, fazer a diferença no cenário da pandemia.

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